Promover o crescimento económico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo, e o trabalho digno para todos.
Angola enfrenta o desafio duplo de criar emprego para uma população jovem e crescente — com 67% da população abaixo dos 25 anos — e de diversificar uma economia historicamente dependente do petróleo. O desemprego jovem supera os 30% e mais de 80% da força de trabalho está na informalidade, sem protecção social, contratos ou acesso a crédito.
A queda do preço do petróleo entre 2014 e 2016 expôs dramaticamente a fragilidade da economia angolana. O PIB contraiu durante três anos consecutivos, o desemprego disparou e o kwanza desvalorizou mais de 80%. Desde então, o Governo implementou o Programa de Estabilização Macroeconómica e políticas de diversificação económica, com foco na agricultura, turismo, pesca, manufatura e tecnologia.
Face à escassez de emprego formal, o empreendedorismo surge como resposta natural de muitos jovens angolanos. Iniciativas como o Angola Telecom Tech Hub, incubadoras em Luanda e programas de microcrédito têm apoiado start-ups tecnológicas e negócios de base local. O desafio é criar um ecossistema regulatório e financeiro que facilite o crescimento destes negócios para além da informalidade.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que criam emprego digno e contribuem para uma economia angolana mais diversificada e resiliente. Trabalho digno não é um custo — é o motor do crescimento sustentável que Angola precisa.
O salário mínimo nacional em Angola foi revisto em 2023 para 70.000 kwanzas mensais (cerca de 80 USD). No entanto, o custo de vida em Luanda é elevado — entre os mais caros de África — e este valor é insuficiente para cobrir as necessidades básicas de uma família. Muitas empresas que operam em Angola pagam salários acima do mínimo para atrair e reter talento angolano qualificado.
A angolização é a política de priorizar cidadãos angolanos no mercado de trabalho, especialmente em sectores estratégicos como o petróleo e a construção. A Lei Geral do Trabalho estabelece limites para a contratação de trabalhadores estrangeiros e incentiva a formação de quadros angolanos. Esta política visa transferir competências, reduzir a dependência de expatriados e garantir que a riqueza gerada em Angola beneficie os angolanos.
Certifique o seu compromisso com o ODS 8 e demonstre que o trabalho na sua organização é justo, seguro e com futuro.
Quero o SELO ODS ANGOLA