Garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos os angolanos — pilar essencial do desenvolvimento.
Angola tem um dos maiores potenciais de energia renovável de África — rios caudalosos para hidroelectricidade, sol abundante para solar fotovoltaico e vento na costa atlântica para energia eólica. No entanto, apenas 47% da população tem acesso à electricidade, com enormes disparidades entre Luanda (85% de cobertura) e as zonas rurais (menos de 10%).
A barragem de Laúca, no rio Kwanza, é a maior central hidroeléctrica de Angola (2.070 MW) e a segunda maior de África, inaugurada em 2017. Juntamente com Capanda, Cambambe e Biopio, o sistema do Kwanza já representa a espinha dorsal do sistema eléctrico angolano. O desafio é expandir a rede de distribuição para as províncias do leste e sul do país.
Cerca de 70% da população rural ainda depende de biomassa — lenha e carvão vegetal — para cozinhar, com impactos negativos na saúde (fumo dentro de casa), no ambiente (desflorestação) e na produtividade (horas gastas na recolha de lenha, especialmente pelas mulheres).
Angola situa-se numa das faixas de maior irradiação solar do planeta, com uma média de 5–6 kWh/m²/dia. O sul do país — precisamente a região com menos acesso à electricidade — tem o maior potencial solar. Sistemas fotovoltaicos off-grid e mini-redes solares comunitárias são a solução mais eficiente para levar electricidade às comunidades rurais mais remotas.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que apostam na transição energética. Angola tem sol, rios e vento em abundância — transformar estes recursos em electricidade limpa para todos é o caminho para a soberania energética e o desenvolvimento sustentável.
O Plano Nacional de Expansão e Distribuição de Energia Eléctrica prevê atingir 60% de cobertura eléctrica até 2027, através da expansão das redes de distribuição, da construção de novas centrais e do programa de electrificação rural com sistemas solares off-grid. O Governo tem trabalhado com parceiros como o Banco Africano de Desenvolvimento e empresas chinesas, europeias e americanas para financiar e implementar estes projectos.
As empresas angolanas que investem em painéis solares reduzem a dependência da rede pública — frequentemente instável — e os custos com geradores a diesel. O investimento em solar tem um retorno médio de 3–5 anos em Angola, dado o elevado custo do combustível. Além da vantagem económica, a energia solar reduz as emissões de CO₂ e melhora o desempenho ambiental da organização, contribuindo directamente para o ODS 7.
Certifique o seu compromisso com o ODS 7 e mostre que a sua energia é parte da solução, não do problema.
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