Garantir a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos — uma das maiores urgências de Angola.
Angola tem recursos hídricos abundantes — rios Kwanza, Cunene, Cubango e Kassai irrigam o território — mas o acesso à água potável segura continua a ser um privilégio para muitos angolanos. Apenas 55% da população tem acesso a água potável gerida de forma segura, e menos de 30% tem acesso a saneamento adequado. A cólera e a diarreia — doenças directamente ligadas à água contaminada — matam milhares de crianças por ano.
Em Luanda, a maior cidade de África por área, mais de 60% dos moradores dos musseques (bairros periféricos) não têm acesso a água canalizada e dependem de camiões-cisterna privados, pagando até 10 vezes mais por litro do que os moradores das zonas centrais abastecidas pela rede pública.
A crise de saneamento tem consequências directas na saúde pública: Angola registou vários surtos de cólera nos últimos anos, com milhares de casos notificados em 2023–2024. A defecação a céu aberto — ainda praticada por 50% da população rural — contamina fontes de água e perpetua um ciclo de doenças evitáveis.
Paradoxalmente, Angola possui recursos hídricos suficientes para abastecer toda a sua população e ainda exportar água. O rio Kwanza, que atravessa o país e desagua perto de Luanda, é a principal fonte de abastecimento da capital. O problema não é a escassez de água, mas sim a falta de infraestruturas de tratamento, distribuição e gestão eficiente dos recursos hídricos.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que tratam a água como direito humano fundamental. Água limpa salva vidas, liberta raparigas para a escola e impulsiona a economia — é o investimento com maior retorno social em Angola.
O Programa de Saúde e Saneamento (PROSAÚDE) é uma iniciativa do Governo angolano, com apoio do Banco Mundial, que visa expandir o acesso a água potável e saneamento básico nas zonas periurbanas e rurais. Inclui a construção de sistemas de abastecimento, formação de comités de gestão da água e campanhas de higiene comunitária. O programa tem como meta cobrir 70% da população com água potável até 2027.
As empresas devem auditar o seu consumo de água, implementar sistemas de reciclagem e reutilização, tratar os efluentes antes da descarga, e adquirir água de fontes sustentáveis. Em contexto angolano, onde a água é escassa para muitas comunidades, as empresas têm uma responsabilidade acrescida de não agravar a situação — e podem ir mais longe apoiando infraestruturas hídricas nas comunidades onde operam.
Certifique o seu compromisso com o ODS 6 e demonstre que a água é um recurso precioso que a sua organização respeita.
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