Alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e raparigas — condição essencial para o desenvolvimento sustentável de Angola.
Angola tem avançado na representação política das mulheres — com 34% de deputadas na Assembleia Nacional — mas a igualdade de género continua a ser um desafio profundo. O casamento precoce afecta 30% das raparigas angolanas, a violência doméstica é generalizada e a participação das mulheres na economia formal permanece muito abaixo do potencial.
A violência baseada no género (VBG) é um problema de saúde pública em Angola. Apesar da Lei contra a Violência Doméstica (Lei n.º 25/11), o acesso à justiça para as vítimas é limitado, especialmente nas zonas rurais onde normas culturais e barreiras institucionais dificultam a denúncia e a protecção.
As mulheres angolanas representam mais de 60% dos trabalhadores do sector informal — mercados, agricultura de subsistência e comércio ambulante — mas têm acesso muito limitado a crédito, propriedade e formação profissional, o que perpetua a dependência económica e a vulnerabilidade.
Angola tem investido na promoção da igualdade de género através do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher e de planos nacionais específicos. A Política Nacional para a Igualdade e Equidade de Género (PNIEG) define metas para a participação feminina no sector público, privado e nas lideranças comunitárias. O desafio é a implementação efectiva e o financiamento adequado.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que colocam a igualdade de género no centro da sua estratégia. Empoderar as mulheres angolanas é a política económica mais eficiente: cada kwanza investido no potencial feminino multiplica-se em prosperidade para todo o país.
A Lei n.º 25/11 sobre a Violência Doméstica, aprovada em 2011, criminaliza a violência física, psicológica e sexual no seio familiar. Prevê penas de prisão e medidas de protecção para as vítimas. No entanto, a aplicação da lei é inconsistente, a rede de casas de abrigo é insuficiente e muitas vítimas não denunciam por medo de represálias ou por desconhecimento dos seus direitos.
As empresas podem adoptar políticas internas de equidade salarial, criar programas de mentoria para mulheres, garantir representação feminina nos conselhos de administração, oferecer horários flexíveis e infraestruturas de apoio à maternidade, e apoiar financeiramente organizações da sociedade civil que trabalham com mulheres em situação de vulnerabilidade.
Certifique o seu compromisso com o ODS 5 e demonstre que a igualdade é um valor real na sua organização.
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