Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
Angola fez avanços significativos na expansão do acesso à educação desde o fim da guerra em 2002, mas a qualidade do ensino e a equidade continuam a ser grandes desafios. Com uma taxa de analfabetismo de cerca de 29% entre adultos e escolas superlotadas em Luanda, garantir educação de qualidade para todos os angolanos é uma prioridade nacional e um imperativo da Agenda 2030.
O sistema educativo angolano enfrenta uma pressão enorme de uma população muito jovem — quase 67% da população tem menos de 25 anos. As escolas, especialmente em Luanda e outras cidades, funcionam em três turnos diários para acomodar o número de alunos, o que compromete a qualidade do ensino e o tempo de aprendizagem.
Nas zonas rurais, o cenário é ainda mais crítico: professores sem formação adequada, salas de aula em estado precário, ausência de materiais didácticos e longas distâncias até às escolas levam ao abandono escolar precoce, especialmente entre as raparigas após a puberdade.
Ter acesso à escola não garante aprendizagem. Estudos de avaliação de competências em Angola mostram que muitos alunos chegam ao final do ensino primário sem dominar leitura, escrita e operações matemáticas básicas. A formação contínua de professores, a revisão curricular e a disponibilização de manuais escolares são prioridades do Plano de Desenvolvimento do Sector da Educação (PDSE).
O SELO ODS ANGOLA reconhece organizações que investem no capital humano angolano. Educar Angola é construir o futuro — cada criança na escola é um passo em direcção a um país mais próspero, democrático e justo.
Sim. A Constituição angolana garante o ensino primário gratuito e obrigatório (classes 1 a 6). Na prática, porém, muitas famílias ainda suportam custos com uniformes, materiais e propinas informais. O Governo tem expandido o programa de distribuição gratuita de manuais escolares, mas a cobertura ainda não é universal em todas as províncias.
O ensino técnico-profissional é uma prioridade estratégica para Angola, que precisa de técnicos qualificados em construção civil, petróleo, agricultura, saúde e tecnologia. O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) coordena programas de formação, mas a capacidade instalada ainda está aquém das necessidades de uma economia em diversificação.
Certifique o seu compromisso com o ODS 4 e mostre que o futuro de Angola é uma prioridade para si.
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