Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades — um desafio urgente para Angola.
Angola registou progressos notáveis na saúde nas últimas duas décadas, mas parte de um patamar muito baixo. O país ainda apresenta uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo: 72 mortes por cada 1.000 nados-vivos. A malária continua a ser a principal causa de morte, representando mais de 30% de todas as admissões hospitalares.
O sistema de saúde angolano enfrenta desafios estruturais: escassez de profissionais de saúde qualificados (apenas 1,7 médicos por 10.000 habitantes), infraestruturas degradadas fora de Luanda, e acesso desigual entre meios urbanos e rurais. Nas zonas rurais, muitas comunidades encontram-se a mais de 50 km do posto de saúde mais próximo.
Angola é o 5º país com maior carga de malária no mundo, com mais de 11 milhões de casos notificados por ano. A doença mata principalmente crianças menores de 5 anos e grávidas. O Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM) tem distribuído mosquiteiros tratados e expandido o acesso a tratamento, mas a cobertura ainda é insuficiente nas áreas remotas.
Outras doenças prioritárias incluem tuberculose, HIV/SIDA (prevalência de 2% nos adultos), cólera (surtos frequentes ligados ao acesso deficiente à água potável) e doenças tropicais negligenciadas como a tripanossomíase humana africana (doença do sono).
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que investem na saúde como direito fundamental. Uma Angola saudável é uma Angola produtiva — cada kwanza investido na saúde rende múltiplos em desenvolvimento humano e crescimento económico.
O SNS angolano é organizado em três níveis: cuidados primários (postos e centros de saúde), cuidados secundários (hospitais municipais e provinciais) e cuidados terciários (hospitais nacionais e de referência em Luanda). A cobertura é muito desigual — Luanda concentra a maior parte dos especialistas e equipamentos avançados, enquanto as províncias dependem de infraestruturas básicas muitas vezes degradadas.
Além de garantir saúde ocupacional para os seus trabalhadores, as empresas podem adoptar programas de responsabilidade social em saúde: financiar unidades sanitárias comunitárias, apoiar campanhas de vacinação, distribuir mosquiteiros em zonas endémicas, e contribuir para a formação de profissionais de saúde. Estas acções, quando verificadas e documentadas, são elegíveis para certificação SELO ODS ANGOLA no âmbito do ODS 3.
Certifique o seu compromisso com o ODS 3 e mostre que a saúde dos angolanos é uma prioridade real.
Quero o SELO ODS ANGOLA