ODS 2 — Fome Zero
ODS 2 · Agenda 2030 · Angola

Fome Zero

Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável em Angola e no mundo.

Angola tem potencial agrícola enorme — mais de 35 milhões de hectares de terra arável, rios caudalosos e diversidade climática — mas cerca de 4,8 milhões de angolanos enfrentam insegurança alimentar aguda, com o sul do país em situação de emergência crónica devido às secas cíclicas que se intensificam com as mudanças climáticas.

Segurança Alimentar em Angola

4,8 miangolanos em situação de insegurança alimentar aguda — concentrados no sul árido (FAO/WFP, 2024)
38%das crianças menores de 5 anos com stunting (atraso de crescimento) — entre os mais altos de África (UNICEF, 2023)
60%das importações alimentares poderiam ser substituídas por produção nacional — potencial agrícola desperdiçado

O paradoxo angolano é revelador: um país com recursos naturais vastos importa cerca de 60% dos alimentos que consome. A baixa produtividade agrícola é resultado da falta de infraestruturas de irrigação, acesso limitado a sementes melhoradas, dificuldades de escoamento da produção e dependência histórica da importação.

As províncias do sul — Cunene, Namibe, Huíla e Cuando Cubango — são as mais afectadas pela insegurança alimentar. Secas prolongadas, agravadas pelo fenómeno La Niña, devastam colheitas e criações, forçando populações à dependência de ajuda humanitária.

Desnutrição Infantil: a Crise Silenciosa

Angola tem uma das taxas de stunting (desnutrição crónica) mais elevadas do continente africano: 38% das crianças menores de 5 anos apresentam atraso de crescimento, o que compromete o desenvolvimento cognitivo e a produtividade futura. A desnutrição aguda — marasmo e kwashiorkor — ainda é responsável por uma parte significativa da mortalidade infantil angolana.

Panorama Global

733 mipessoas passam fome no mundo em 2023 — retrocesso de mais de uma década de progresso (FAO)
2,4 bipessoas em insegurança alimentar moderada ou grave globalmente
1/3dos alimentos produzidos no mundo é desperdiçado — 1,3 mil milhões de toneladas por ano (FAO)

Metas Principais do ODS 2 para Angola

  1. Meta 2.1: Acabar com a fome e assegurar o acesso universal a alimentos seguros e nutritivos.
  2. Meta 2.2: Acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo stunting e wasting em crianças.
  3. Meta 2.3: Duplicar a produtividade agrícola e o rendimento dos pequenos agricultores.
  4. Meta 2.4: Garantir sistemas alimentares sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas.
  5. Meta 2.5: Manter a diversidade genética de sementes e plantas cultivadas.

O Papel das Organizações no ODS 2

O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que contribuem para um Angola onde nenhuma criança vai dormir com fome. A segurança alimentar não é apenas uma questão humanitária — é a base do desenvolvimento económico e da estabilidade social.

Perguntas Frequentes sobre o ODS 2 em Angola

Por que Angola importa tanto alimento se tem terra arável abundante?

A guerra civil destruiu infraestruturas rurais — estradas, pontes, sistemas de irrigação e redes de distribuição — que ainda não foram totalmente reconstruídas. Além disso, a bonança petrolífera criou uma cultura de importação barata que desincentivou o investimento na agricultura local. O governo angolano tem implementado políticas de substituição de importações desde 2016, mas a transformação é gradual.

O que é o PIIM e como impacta a segurança alimentar?

O Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) é uma iniciativa do Governo de Angola que inclui investimentos em infraestruturas rurais, mercados locais e apoio à agricultura. É um dos principais instrumentos para melhorar o acesso a alimentos nas comunidades mais remotas do país.

A sua organização combate a fome em Angola?

Certifique o seu impacto no ODS 2 e junte-se à rede de organizações comprometidas com a segurança alimentar angolana.

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