Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável em Angola e no mundo.
Angola tem potencial agrícola enorme — mais de 35 milhões de hectares de terra arável, rios caudalosos e diversidade climática — mas cerca de 4,8 milhões de angolanos enfrentam insegurança alimentar aguda, com o sul do país em situação de emergência crónica devido às secas cíclicas que se intensificam com as mudanças climáticas.
O paradoxo angolano é revelador: um país com recursos naturais vastos importa cerca de 60% dos alimentos que consome. A baixa produtividade agrícola é resultado da falta de infraestruturas de irrigação, acesso limitado a sementes melhoradas, dificuldades de escoamento da produção e dependência histórica da importação.
As províncias do sul — Cunene, Namibe, Huíla e Cuando Cubango — são as mais afectadas pela insegurança alimentar. Secas prolongadas, agravadas pelo fenómeno La Niña, devastam colheitas e criações, forçando populações à dependência de ajuda humanitária.
Angola tem uma das taxas de stunting (desnutrição crónica) mais elevadas do continente africano: 38% das crianças menores de 5 anos apresentam atraso de crescimento, o que compromete o desenvolvimento cognitivo e a produtividade futura. A desnutrição aguda — marasmo e kwashiorkor — ainda é responsável por uma parte significativa da mortalidade infantil angolana.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que contribuem para um Angola onde nenhuma criança vai dormir com fome. A segurança alimentar não é apenas uma questão humanitária — é a base do desenvolvimento económico e da estabilidade social.
A guerra civil destruiu infraestruturas rurais — estradas, pontes, sistemas de irrigação e redes de distribuição — que ainda não foram totalmente reconstruídas. Além disso, a bonança petrolífera criou uma cultura de importação barata que desincentivou o investimento na agricultura local. O governo angolano tem implementado políticas de substituição de importações desde 2016, mas a transformação é gradual.
O Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) é uma iniciativa do Governo de Angola que inclui investimentos em infraestruturas rurais, mercados locais e apoio à agricultura. É um dos principais instrumentos para melhorar o acesso a alimentos nas comunidades mais remotas do país.
Certifique o seu impacto no ODS 2 e junte-se à rede de organizações comprometidas com a segurança alimentar angolana.
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