Promover sociedades pacíficas e inclusivas, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas.
Angola conquistou a paz em 2002, após 27 anos de guerra civil — uma das mais longas e devastadoras de África. Desde então, o país tem mantido a estabilidade política e avançado na construção institucional. O maior desafio do ODS 16 em Angola é transformar a paz em justiça: garantir acesso equitativo ao sistema judicial, combater a corrupção, proteger os direitos humanos e construir instituições verdadeiramente inclusivas e transparentes.
O combate à corrupção tornou-se uma prioridade política em Angola desde 2017, com o Governo do Presidente João Lourenço a lançar processos judiciais contra figuras proeminentes, incluindo filhos do ex-Presidente José Eduardo dos Santos. O Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA) e o Tribunal de Contas têm sido instrumentos centrais desta agenda anti-corrupção.
O acesso à justiça formal é um desafio estrutural: o sistema judicial angolano tem capacidade limitada, demoras processuais longas e barreiras linguísticas que excluem muitos cidadãos — especialmente nas províncias onde as línguas nacionais (umbundu, kimbundu, kikongo, etc.) são predominantes. A justiça comunitária e a mediação desempenham um papel crucial na resolução de conflitos locais.
Um dos avanços mais significativos do ODS 16 em Angola foi a expansão do registo civil: milhões de angolanos que não tinham certidão de nascimento ou bilhete de identidade foram registados nos últimos anos, permitindo-lhes aceder a serviços públicos, abrir contas bancárias, votar e exercer plenamente a cidadania. Sem identidade legal, não há acesso a direitos.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que constroem uma Angola mais justa e transparente. Paz sem justiça é frágil — as organizações angolanas têm um papel central na construção de instituições íntegras que sirvam todos os cidadãos.
Desde 2017, Angola tem intensificado o combate à corrupção com processos judiciais de alto perfil, recuperação de activos no estrangeiro e reforma das instituições de controlo. A pontuação de Angola no Índice de Percepção de Corrupção melhorou ligeiramente, mas o país ainda enfrenta desafios profundos: sistema judicial dependente, falta de independência dos órgãos de controlo e uma cultura de impunidade que persiste em determinados sectores. O combate à corrupção é uma maratona, não uma corrida de velocidade.
Compliance é o conjunto de práticas, políticas e sistemas que garantem que uma organização cumpre as leis, regulamentos e normas éticas aplicáveis. Em Angola, onde a corrupção é um risco operacional significativo, um programa robusto de compliance protege a empresa de processos judiciais, multas e danos reputacionais. Inclui: código de conduta, formação de colaboradores, canais de denúncia anónimos, due diligence de parceiros e fornecedores, e auditoria interna regular.
Certifique o seu compromisso com o ODS 16 e mostre que a sua organização é parte da solução para uma Angola mais justa.
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