Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres e a biodiversidade de Angola — um dos países com maior riqueza natural de África.
Angola possui uma biodiversidade terrestre extraordinária: savanas miombo que cobrem mais de 40% do território, florestas tropicais no norte, zonas húmidas do Okavango no sudeste e deserto do Namibe no sudoeste. Este mosaico de ecossistemas abriga espécies únicas — muitas endémicas — ameaçadas pelo desmatamento para carvão vegetal, queimadas agrícolas e falta de gestão das áreas protegidas.
Angola tem uma das redes de parques nacionais mais extensas de África — incluindo o Parque Nacional da Kissama (perto de Luanda), o Bicuar, o Iona (no deserto do Namibe) e o Quiçama. No entanto, décadas de guerra civil deixaram muitos destes parques com populações de fauna selvagem drasticamente reduzidas, infraestruturas destruídas e sem gestão efectiva.
O maior problema ambiental de Angola é a produção de carvão vegetal para uso doméstico: a maioria dos angolanos usa carvão para cozinhar, levando ao corte massivo e não regulado de árvores nas periferias das cidades e nas zonas rurais. Estima-se que Angola perde centenas de milhares de hectares de cobertura florestal por ano devido à produção de carvão e às queimadas agrícolas.
A guerra civil devastou as populações de elefantes, leões, zebras, gnus e outras espécies icónicas de Angola. Desde 2002, tem havido recuperação gradual — com reintroduções de animais e reforço da fiscalização antibraconagem — mas o caminho é longo. O Projecto Kissama liderou a reintrodução de elefantes e outros animais provenientes do Botsuana e da África do Sul nos anos 2000, num esforço pioneiro de restauração de ecossistemas.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que tratam a biodiversidade como activo estratégico. As florestas e savanas angolanas regulam o clima, protegem os solos e garantem a água — preservá-las é preservar o futuro de Angola.
Entre as espécies mais ameaçadas em Angola estão o elefante-africano (cujas populações foram dizimadas durante a guerra pela caça furtiva para financiar o conflito), o rinoceronte-negro (virtualmente extinto no país), o cão-selvagem-africano, o palanca-negra-gigante (Hippotragus niger variani — endémico de Angola e símbolo nacional), o crocodilo-do-nilo e várias espécies de primatas. A palanca-negra-gigante, que aparece na bandeira e no símbolo da Sonangol, é um símbolo da identidade nacional e da responsabilidade de Angola na conservação global.
O miombo é um tipo de savana arborizada dominada por árvores do género Brachystegia e Julbernardia, que cobre mais de 40% do território angolano. É o maior ecossistema de savana tropical de África e uma das zonas de maior biodiversidade do continente. O miombo angolano armazena enormes quantidades de carbono, regula os ciclos hídricos e suporta milhões de pessoas que dependem dos seus recursos para madeira, carvão, alimentos e medicina tradicional.
Certifique o seu compromisso com o ODS 15 e demonstre que a natureza de Angola é uma prioridade para a sua organização.
Quero o SELO ODS ANGOLA