ODS 14 — Vida na Água
ODS 14 · Agenda 2030 · Angola

Vida na Água

Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os recursos marinhos — Angola tem 1.650 km de costa atlântica rica e vulnerável.

Angola possui uma das costas atlânticas mais ricas em biodiversidade marinha de África. A corrente fria de Benguela — que sobe ao longo da costa sul-ocidental africana — cria uma das zonas de afloramento mais produtivas do mundo, sustentando uma pesca de enorme valor económico. Mas esta riqueza está ameaçada pela pesca ilegal, pela poluição petrolífera e pelo plástico que contamina as águas angolanas.

O Oceano Angolano — Dados Essenciais

1.650 kmde costa atlântica — das mais ricas em biodiversidade marinha de toda a África Austral e Ocidental
500.000 tcapacidade de captura anual estimada — mas pesca ilegal não declarada ameaça a sustentabilidade dos estoques (FAO)
200 milhasde Zona Económica Exclusiva (ZEE) — águas angolanas com soberania sobre recursos marinhos estratégicos

A pesca em Angola é um sector estratégico: alimenta milhões de pessoas com proteína acessível e emprega directamente mais de 80.000 pescadores artesanais ao longo da costa. Espécies como atum, sardinha, cavala, camarão e lagosta são abundantes nas águas angolanas — mas estoques sobreexplorados e pesca ilegal por frotas estrangeiras ameaçam esta riqueza.

A indústria petrolífera offshore — que produz a maioria do crude angolano nas bacias do Bloco 0 e blocos profundos — representa um risco permanente de derrames e contaminação marinha. A Sonangol e as empresas operadoras têm obrigação de implementar planos de contingência para derrames, mas a capacidade de resposta ainda precisa de ser reforçada.

Poluição Plástica na Costa Angolana

As praias de Luanda, Benguela e Lobito sofrem de acumulação crescente de resíduos plásticos, trazidos pelas correntes marinhas e pelos rios contaminados que desembocam no Atlântico. A poluição plástica não é apenas estética — afecta a pesca artesanal, prejudica o turismo e contamina a cadeia alimentar marinha com microplásticos que chegam ao prato dos consumidores angolanos.

Panorama Global

8 mi tde plástico entram nos oceanos por ano — equivalente a despejar um caminhão por minuto (PNUMA)
34%dos estoques pesqueiros mundiais estão sobreexplorados — acima dos limites biológicos sustentáveis (FAO)
90%dos recifes de coral estarão em risco se o aquecimento global atingir 1,5°C — perda irreversível (IPCC)

Metas Principais do ODS 14 para Angola

  1. Meta 14.1: Reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a poluição por plásticos.
  2. Meta 14.2: Gerir e proteger de forma sustentável os ecossistemas marinhos e costeiros.
  3. Meta 14.4: Regular a colheita e acabar com a sobrepesca, a pesca ilegal e as práticas de pesca destrutivas.
  4. Meta 14.5: Conservar pelo menos 10% das zonas costeiras e marinhas.
  5. Meta 14.7: Aumentar os benefícios económicos para os países em desenvolvimento derivados do uso sustentável dos recursos marinhos.

O Papel das Organizações no ODS 14

O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que respeitam e protegem o oceano angolano. A corrente de Benguela alimenta milhões de angolanos — protegê-la é garantir a segurança alimentar e a soberania marítima do país.

Perguntas Frequentes sobre o ODS 14 em Angola

O que é a corrente de Benguela e por que é importante para Angola?

A corrente de Benguela é uma corrente oceânica fria que flui do sul para o norte ao longo da costa ocidental de África, desde o Cabo da Boa Esperança (África do Sul) até ao Golfo da Guiné (Angola). Esta corrente traz águas profundas e ricas em nutrientes à superfície, criando uma das zonas de maior produtividade marinha do mundo. Para Angola, a corrente de Benguela é a base da indústria pesqueira e suporta ecossistemas marinhos únicos, incluindo populações de baleias, golfinhos, pinguins e diversas espécies de aves marinhas.

Como Angola combate a pesca ilegal nas suas águas?

Angola tem reforçado a fiscalização da sua ZEE com patrulhas da Marinha de Guerra Angolana e através de acordos de cooperação internacional. O Ministério da Pesca tem trabalhado no registo e licenciamento das embarcações pesqueiras e na implementação de sistemas de monitorização por satélite (VMS). No entanto, a pesca ilegal não declarada — especialmente por embarcações estrangeiras — continua a ser um problema significativo que priva Angola de recursos marinhos e de receitas fiscais.

A sua organização protege os oceanos angolanos?

Certifique o seu compromisso com o ODS 14 e demonstre que as suas operações respeitam a vida marinha.

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