Tomar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos — Angola é uma das nações mais vulneráveis ao clima em África.
Angola contribui com menos de 0,1% das emissões globais de gases com efeito de estufa — mas está entre os países mais vulneráveis às alterações climáticas. Secas prolongadas devastam o sul agrícola, inundações destroem os musseques de Luanda em cada época das chuvas, e a subida do nível do mar ameaça a costa atlântica. Angola é vítima de uma crise que pouco causou.
O sul de Angola — províncias de Cunene, Namibe, Huíla e Cuando Cubango — está a tornar-se progressivamente mais árido. As chuvas são cada vez mais irregulares e intensas quando ocorrem, levando à erosão do solo em vez de recarga dos aquíferos. O fenómeno do La Niña, que traz secas ao sul de Angola, tem-se intensificado com as alterações climáticas globais.
Em contrapartida, Luanda e o norte de Angola sofrem de inundações crescentes na época das chuvas (Outubro–Abril). A impermeabilização do solo pelos musseques, sem sistemas de drenagem adequados, transforma aguaceiros em catástrofes: casas destruídas, mortos e milhares de deslocados a cada temporada.
Angola ratificou o Acordo de Paris e apresentou as suas Contribuições Determinadas a Nível Nacional (NDCs), comprometendo-se a reduzir as emissões em 35% até 2030 (face a um cenário de negócios como habitual), com foco na expansão das energias renováveis, reflorestação e eficiência energética. O desafio é mobilizar o financiamento climático internacional — Angola tem recebido apoio do Fundo Verde para o Clima e de parceiros bilaterais.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que agem pelo clima agora. Angola não causou a crise climática, mas pode liderar a resposta africana — e as organizações angolanas têm um papel central nessa transformação.
A vulnerabilidade climática depende não só das emissões, mas da capacidade de adaptação. Angola combina alta exposição a eventos climáticos extremos (secas, inundações) com baixa capacidade de resposta — infraestruturas frágeis, sistemas de saúde limitados, dependência da agricultura de subsistência e recursos financeiros insuficientes para investir em adaptação. Esta combinação torna Angola uma das nações mais vulneráveis ao clima em África, apesar da sua responsabilidade mínima nas emissões globais.
O Fundo Verde para o Clima (FVC) é o principal mecanismo financeiro do Acordo de Paris, criado para apoiar países em desenvolvimento na mitigação e adaptação climática. Angola pode aceder a este fundo através de entidades acreditadas — como o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) ou ministérios sectoriais — que submetem projectos para aprovação. As prioridades para Angola incluem: sistemas de alerta precoce para secas, infraestruturas de drenagem em Luanda e expansão de energia renovável nas zonas rurais.
Certifique o seu compromisso com o ODS 13 e mostre que a sua organização faz parte da solução climática de Angola.
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