ODS 13 — Acção Climática
ODS 13 · Agenda 2030 · Angola

Acção Climática

Tomar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos — Angola é uma das nações mais vulneráveis ao clima em África.

Angola contribui com menos de 0,1% das emissões globais de gases com efeito de estufa — mas está entre os países mais vulneráveis às alterações climáticas. Secas prolongadas devastam o sul agrícola, inundações destroem os musseques de Luanda em cada época das chuvas, e a subida do nível do mar ameaça a costa atlântica. Angola é vítima de uma crise que pouco causou.

Clima e Angola — Dados Essenciais

<0,1%das emissões globais de CO₂ são de Angola — mas o país sofre desproporcionalmente os impactos climáticos
4,8 miangolanos em insegurança alimentar aguda — maioria causada por secas cíclicas agravadas pelo clima (FAO, 2024)
+1,5°Caquecimento já registado no sul de Angola — superior à média global, com aridez crescente (IPCC)

O sul de Angola — províncias de Cunene, Namibe, Huíla e Cuando Cubango — está a tornar-se progressivamente mais árido. As chuvas são cada vez mais irregulares e intensas quando ocorrem, levando à erosão do solo em vez de recarga dos aquíferos. O fenómeno do La Niña, que traz secas ao sul de Angola, tem-se intensificado com as alterações climáticas globais.

Em contrapartida, Luanda e o norte de Angola sofrem de inundações crescentes na época das chuvas (Outubro–Abril). A impermeabilização do solo pelos musseques, sem sistemas de drenagem adequados, transforma aguaceiros em catástrofes: casas destruídas, mortos e milhares de deslocados a cada temporada.

As NDCs de Angola — Contribuições Determinadas a Nível Nacional

Angola ratificou o Acordo de Paris e apresentou as suas Contribuições Determinadas a Nível Nacional (NDCs), comprometendo-se a reduzir as emissões em 35% até 2030 (face a um cenário de negócios como habitual), com foco na expansão das energias renováveis, reflorestação e eficiência energética. O desafio é mobilizar o financiamento climático internacional — Angola tem recebido apoio do Fundo Verde para o Clima e de parceiros bilaterais.

Panorama Global

1,1°Caquecimento global já registado acima dos níveis pré-industriais — com efeitos crescentes em intensidade
3,2 bipessoas altamente vulneráveis aos impactos climáticos — concentradas em países de baixo rendimento (IPCC)
100 bidólares/ano prometidos pelos países ricos aos países em desenvolvimento para acção climática — promessa não cumprida

Metas Principais do ODS 13 para Angola

  1. Meta 13.1: Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos climáticos e catástrofes naturais.
  2. Meta 13.2: Integrar medidas de alterações climáticas nas políticas, estratégias e planeamento nacionais.
  3. Meta 13.3: Melhorar a educação, sensibilização e capacidade institucional sobre mitigação climática.
  4. Meta 13.a: Implementar o compromisso de 100 mil milhões de dólares anuais para países em desenvolvimento.
  5. Meta 13.b: Promover mecanismos para planear e gerir eficazmente as alterações climáticas nos países menos desenvolvidos.

O Papel das Organizações no ODS 13

O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que agem pelo clima agora. Angola não causou a crise climática, mas pode liderar a resposta africana — e as organizações angolanas têm um papel central nessa transformação.

Perguntas Frequentes sobre o ODS 13 em Angola

Por que Angola é vulnerável ao clima apesar de emitir pouco?

A vulnerabilidade climática depende não só das emissões, mas da capacidade de adaptação. Angola combina alta exposição a eventos climáticos extremos (secas, inundações) com baixa capacidade de resposta — infraestruturas frágeis, sistemas de saúde limitados, dependência da agricultura de subsistência e recursos financeiros insuficientes para investir em adaptação. Esta combinação torna Angola uma das nações mais vulneráveis ao clima em África, apesar da sua responsabilidade mínima nas emissões globais.

O que é o Fundo Verde para o Clima e como Angola pode aceder?

O Fundo Verde para o Clima (FVC) é o principal mecanismo financeiro do Acordo de Paris, criado para apoiar países em desenvolvimento na mitigação e adaptação climática. Angola pode aceder a este fundo através de entidades acreditadas — como o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) ou ministérios sectoriais — que submetem projectos para aprovação. As prioridades para Angola incluem: sistemas de alerta precoce para secas, infraestruturas de drenagem em Luanda e expansão de energia renovável nas zonas rurais.

A sua organização age pelo clima?

Certifique o seu compromisso com o ODS 13 e mostre que a sua organização faz parte da solução climática de Angola.

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