Assegurar padrões de consumo e de produção sustentáveis — um desafio crescente numa Angola em urbanização acelerada.
Angola importa cerca de 60% do que consome, desde alimentos a produtos industriais — uma dependência de importações que drena divisas, gera pegada de carbono elevada e desincentiva a produção local. Ao mesmo tempo, a gestão de resíduos nas cidades angolanas é um desafio crescente: Luanda produz mais de 3.000 toneladas de resíduos por dia, com sistemas de recolha e tratamento muito aquém das necessidades.
O plástico é um problema particular em Angola: embalagens de plástico de uso único estão presentes em todos os mercados e a sua deposição inadequada contamina rios, praias e oceano. A poluição plástica ameaça a biodiversidade marinha ao longo dos 1.650 km de costa angolana e afecta a actividade pesca.
Por outro lado, o sector informal de reciclagem em Luanda e outras cidades — os catadores de materiais recicláveis — realiza um trabalho essencial sem reconhecimento formal. Integrar estes trabalhadores numa cadeia de reciclagem organizada seria um avanço simultâneo para o ODS 12 e para o ODS 8 (trabalho digno).
Cada produto importado que Angola passa a produzir localmente representa: menos divisas gastas, mais empregos criados, menos emissões de transporte e maior soberania económica. Sectores com maior potencial de substituição de importações incluem: alimentos processados, têxteis e vestuário, materiais de construção, produtos de higiene e limpeza e mobiliário. O incentivo à produção nacional é, ao mesmo tempo, política económica e política ambiental.
O SELO ODS ANGOLA certifica organizações que produzem e consomem de forma responsável. Em Angola, produzir localmente, reduzir desperdício e reciclar não são apenas boas práticas ambientais — são estratégia económica e soberania nacional.
Angola tem avançado na legislação ambiental, incluindo normas sobre gestão de resíduos sólidos e restrições ao uso de sacos plásticos em alguns contextos. No entanto, a aplicação das leis é irregular, a capacidade de fiscalização é limitada e os sistemas de recolha e tratamento de resíduos nas cidades ainda são insuficientes. A responsabilidade alargada do produtor — que obriga os fabricantes a gerir os resíduos dos seus produtos — está ainda nos primórdios em Angola.
A economia circular é um modelo económico que elimina o desperdício ao manter materiais e produtos em uso pelo maior tempo possível — através de reparação, reutilização, remanufatura e reciclagem. Em Angola, aplicar a economia circular significa: valorizar os catadores de materiais recicláveis, criar mercados de segunda mão formalizados, incentivar empresas a usar matérias-primas recicladas, e desenvolver biodigestores para converter resíduos orgânicos em energia e fertilizante.
Certifique o seu compromisso com o ODS 12 e mostre que a sua organização respeita os limites do planeta.
Quero o SELO ODS ANGOLA