Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares — este é o primeiro e mais fundamental dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
Angola é um país de contrastes profundos: a 9ª maior reserva de petróleo de África coexiste com elevados índices de pobreza multidimensional. Apesar do crescimento económico das últimas décadas, cerca de 33% da população angolana vive abaixo da linha de pobreza — com disparidades enormes entre Luanda e as províncias do interior.
A pobreza em Angola é maioritariamente multidimensional — não se limita à falta de rendimento, mas engloba privações em saúde, educação, água, saneamento e habitação digna. O Índice de Pobreza Multidimensional do PNUD classifica Angola entre os países com maior incidência de pobreza no mundo.
A concentração de riqueza em Luanda — que concentra mais de 65% do PIB nacional — contrasta com a realidade das 17 províncias do interior, onde a pobreza extrema pode ultrapassar os 60% da população local. Províncias como Huíla, Bié, Moxico e Cunene registam os índices mais elevados.
Angola viveu quase três décadas de guerra civil (1975–2002), que destruiu infraestruturas, deslocou populações e interrompeu o desenvolvimento. A reconstrução pós-guerra gerou crescimento económico, mas os benefícios não chegaram de forma equitativa a todos os angolanos. O Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027 inclui metas específicas para redução da pobreza, com ênfase na diversificação económica além do petróleo.
O SELO ODS ANGOLA reconhece organizações que transformam a realidade das populações mais vulneráveis. Combater a pobreza em Angola não é apenas uma obrigação moral — é o caminho para um país mais próspero, estável e justo para todos.
O Programa Kwenda é a principal iniciativa do Governo angolano de transferência de rendimento para famílias em situação de pobreza extrema. Lançado em 2019 com apoio do Banco Mundial, fornece subsídios mensais a famílias vulneráveis e inclui acções de inclusão produtiva. Em 2024, o programa beneficiava mais de 1 milhão de famílias em todo o país.
O petróleo representa cerca de 90% das exportações angolanas e mais de 50% das receitas do Estado. Esta dependência torna a economia vulnerável às oscilações do preço do crude — quando o petróleo cai, os programas sociais são cortados e a pobreza aumenta. A diversificação económica é essencial para criar emprego e renda fora do sector extractivo e beneficiar a maioria da população.
Certifique o seu compromisso com o ODS 1 e demonstre que o seu impacto é real e verificável.
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